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Fundaciуn para las Relaciones Internacionales y el Diбlogo Exterior (FRIDE)

Angola: e onde estб a "boa governaзгo" do mundo?

Relatуrio 23

David Sogge

Fundaciуn para las Relaciones Internacionales y el Diбlogo Exterior (FRIDE)

Junho de 2006

SARPN acknowledges FRIDE as a source of this document: www.fride.org
[Documento completo - 477Kb ~ 3 min (28 pages)]     [ Share with a friend  ]

Introduзгo

Do Equador а Guinй Equatorial, os paнses exportadores de petrуleo mais pequenos estгo a tornar-se alvos nгo apenas para os investidores, mas tambйm para os geo-estrategas. Angola nгo й uma excepзгo. No entanto, como tantos outros casos controlados pelos petrodуlares, Angola ilustra muitos dos sintomas do Estado rentier: a existкncia de polнticos, empresбrios e accionistas que usufruem de montantes colossais nas suas contas bancбrias enquanto os cidadгos comuns enfrentam dйfices colossais nos serviзos pъblicos, meios de subsistкncia e governaзгo legнtima.

Este artigo oferece uma rбpida leitura destes horizontes relativamente a Angola, nomeadamente:

  • A competiзгo internacional pelo petrуleo e dinheiro angolanos estб a intensificar-se; os europeus e americanos deixaram de ser os ъnicos competidores em jogo;


  • A pobreza e a desigualdade projectam sombras enormes na vida do paнs; apуs quase 30 anos de guerra, o esperado “dividendo de paz” ainda estб para chegar а maioria dos cidadгos;


  • Internamente, a posiзгo da classe polнtica angolana parece inquestionбvel, na medida em que controla poderes clientelistas enormes e nгo й confrontada com uma oposiзгo domйstica importante. Й pouco provбvel que esta situaзгo sofra alteraзхes na ausкncia de qualquer estrato/camada social que sirva de contrabalanзo, tal como o que pode emergir do comйrcio ou produзгo agrбria;


  • Externamente, a posiзгo da indъstria do petrуleo dбlhe capacidade de influкncia. No entanto, й pouco provбvel que se use esse poder para alcanзar transparкncia e normas democrбticas sem a existкncia de uma pressгo pъblica internacional. Levar as empresas da indъstria do petrуleo (petroleiras) a comportarem- se como cidadгos globais nгo й impossнvel. Existem algumas iniciativas globais que sugerem caminhos exequнveis, mas necessitam de muito mais apoio polнtico e implementaзгo profissional – ambas dimensхes inexistentes hoje em dia na gestгo da economia global.


  • Deste modo, Angola coloca desafios de democratizaзгo e emancipaзгo da pobreza, nгo sу ao nнvel nacional mas tambйm ao nнvel de uma governaзгo responsбvel e aberta ao nнvel global.
Angola tem sido profundamente marcada pelas suas relaзхes externas. Este artigo procura situar as tendкncias locais num contexto de poderes e fluxos globais, especialmente os relacionados com o petrуleo e os seus enormes rendimentos – as riquezas que tкm gerado guerra, corrupcгo e pobreza.



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